sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Entre Garças, Conchas e Tinta de Carajuru: história, arquitetura, arte ornamental e transculturação no Grão-Pará Setecentista


Dia 5 de outubro, quinta-feira, às 9h, na Igreja de Santo Alexandre (Museu de Arte Sacra) na cidade de Belém do Pará. Defesa de tese de doutorado de Domingos Sávio Oliveira, Entre Garças, Conchas e Tinta de Carajuru: história, arquitetura, arte ornamental e transculturação no Grão-Pará Setecentista. Banca examinadora: Aldrin Moura de Figueiredo (orientador), Luiz Freire (PPGAV-UFBA); Karl Arenz (FAHIS-UFPA), Elna Trindade (FAU-UFPA) e Agenor Sarraf (PPGH-UFPA). Todos convidados!

sábado, 26 de agosto de 2017

Jardim Botânico de Madri pt 01





Os jardins botânicos ao longo de todo o século XVIII alcançam um papel político muito importante no contexto europeu. Em visita ao jardim botânico de Madri, fizemos alguma imagens da exposição permanente que conta com iconografias que nos permitem pensar na dimensão ambiental do processo de expansão ultramarina ibérica.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

No Oeste, a terra e o céu: a expansão da fronteira agrícola no Brasil Central


Lançamento do livro de Sandro Dutra e Silva, "No Oeste, a terra e o céu: a expansão da fronteira agrícola no Brasil Central"
Dia 18 de Setembro
Livraria da Travessa, Botafogo, Rio de Janeiro.

Sobre o livro:
Dutra e Silva nos faz viajar pela região de uma forma agradável e fazendo com que nos sintamos integrantes da sua história. Sem dúvida, a obra No Oeste a terra e o céu é leitura obrigatória para qualquer um interessado em entender as expansões das fronteiras agrícolas no Brasil e as alterações drásticas causadas nos biomas. 
Eunice Nodari, professora titular da Universidade Federal de Santa Catarina

Neste importante livro, Dutra e Silva examina uma fronteira mais nova do que a América do Norte: a fronteira do Brasil Central, que se tornou o lócus do imperialismo ocidental nas décadas de 1930 e as subsequentes. 
Donald Worster, Hall Professor of American History Emeritus, University of Kansas

Dutra e Silva convida o leitor para uma Marcha para o Oeste diferente de qualquer filme de faroeste. É uma história rigorosa e emocionante que traz à tona narrativas urbanas no sertão, florestas tropicais recortadas pelo suor de lavradores, sonhos descalços de "pioneiros" ao lado de deliberadas desigualdades na terra que é apropriada pelo avanço da fronteira agrícola. É uma história ambiental inesquecível e necessária para estudiosos do Brasil moderno, em sua complexidade e desafios. 
Lise Sedrez, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Através do exame das experiências rurais e dos espaços urbanos das colônias e das percepções dos moradores sobre a vida nas fronteiras, Dutra e Silva ilustra a duradoura luta entre sociedade e natureza no Brasil. 
Robert W. Wilcox, Professor Associado de História, Northern Kentucky University

Enquanto este rico e ilustrado livro tem muito a oferecer sobre o tema da expansão da fronteira agrícola, particularmente sobre a colonização em Goiás, sua importância vai além das pesquisas sobre o grande Oeste do Brasil, como o seu título propõe. Ele é valioso por revelar uma rede que no passado ocorria entre os hemisférios norte e sul, incluindo geógrafos, aventureiros, exploradores e até mesmo astros de Hollywood vindos dos Estados Unidos. Por fim, o livro é uma singular contribuição para a internacionalização da história ambiental nas Américas. 
Stephen Bell, University of California, Los Angeles.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Você acredita em encantados?

Por Moema Alves*

Há alguns meses, fazendo um passeio de barco com um pescador por alguns furos da vila de Algodoal, que fica na Ilha de Maiandeua, município de Maracanã (PA), ouvi várias lendas e histórias sobre os moradores mais antigos do local. Aprendi porque o tralhoto, simpático peixinho amazônico que parece pular sobre a água, vive na superfície, e porque o baiacu é pintado de branco e verde. Soube, também, que seu pai chegou a ver a Princesa, mulher loura e encantada cuja beleza maravilha os homens da ilha.
Quando lhe perguntei se ele próprio já tinha tido a oportunidade de vê-la, disse que não, mas que há uns quatro anos viu a Curupira e se perdeu por conta de seus encantamentos para evitar que ele continuasse a catar caranguejos. E depois de uma breve pausa, comentou, quase como um desabafo, que essas histórias que ele estava me contando eram muito comuns antes, “no tempo dos antigos”, mas que agora esses encantados não ficavam mais por lá, estavam “sumindo”...
- “Sumindo, Seu Dico? Como assim?”
E a explicação veio de forma tão simples e tão certeira, que até me sensibilizou: nos últimos anos, muita gente da cidade foi morar na ilha, pessoas que não conhecem aquelas histórias como os antigos conheciam e principalmente, que não acreditam nelas. Como os antigos foram morrendo e os novos não acreditam no mundo dos encantados, eles se mudaram para outras localidades mais longe. Além disso, agora a ilha atrai muitos turistas, muita gente diferente, fazendo com que as entidades não fiquem à vontade para aparecer.
E dessa forma, Seu Dico explicou a importância da crença para a sobrevivência dos entes fantásticos tal qual J. M. Barrie explicou em Peter Pan. Se em seu livro, as fadas morrem quando as crianças deixam de acreditar nelas, em Algodoal, na narrativa de Seu Dico, os encantados se mudam para onde acreditem neles. Se em Peter Pan é a inocência e a credulidade das crianças que permitem que as fadas vivam, nos pontos mais afastados dessa gostosa ilha paraense, onde ainda não tem tantas pessoas para questioná-las, as lendas também ainda podem viver tranquilamente.
Assim, um despretensioso passeio de barco tornou-se bem mais que uma agradável apreciação da natureza, foi uma verdadeira aula sobre memória local e tradição oral; sobre lendas amazônicas; sobre como os processos de ocupação vão influenciando nas formas de vivenciar um local. Terminei o passeio agradecendo a oportunidade de ouvir aquelas histórias e torcendo para que elas perdurem na narrativa local; saí querendo que aquelas explicações de mundo e formas de entender a natureza não precisem mais se mudar...

E se cada vez que uma criança diz que não acredita em fadas, em algum lugar uma delas morre, cada vez que um adulto deixa de acreditar nas histórias de encantados, um deles também morre nas narrativas de lugares como Algodoal. Não vamos ser nós que vamos contribuir para isso, não é? Então repitam comigo: “Eu acredito em encantados!”.

*Historiadora, especialista em Patrimônio e doutoranda em História na Universidade Federal Fluminense.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

A história italiana e os cítricos: o passado por meio do limoeiro



Helena Attlee, autora de 'El país donde florece el limonero', é uma importante pesquisadora de jardins. Ao longo de 10 anos Attlee reuniu documentos que a possibilitaram escrever uma história da Itália em uma perspectiva pouco convencional. 

Utilizando de um profundo conhecimento históricos, delicadeza e sendo de humor a autora destaca as origens dos cítricos, da gastronomia italiana, considerando a horticultura como uma arte e as receitas como fontes históricas. As cores, texturas, aromas, as descrições de paisagens são importantes para montar sua narrativa sobre a história da interação das sociedades que viveram na península itálica em relação ao mundo natural. A história da Itália por meio do limoeiro.

Um trecho da obra em http://www.acantilado.es/wp-content/uploads/el-pais-donde-florece-el-limonero-extracto.pdf 


domingo, 25 de junho de 2017

Amazônias em tempos contemporâneos: entre diversidade e adversidade

Amazônias em tempos contemporâneos: entre diversidades e adversidades é o título do livro lançado no dia 12 de junho, organizado pelas pesquisadoras Jane Felipe Beltrão e Paula Mendes Lacerda. 

A obra reuni autores que discutem a Amazônia brasileira, com base em seus trabalhos na região, expondo as diversidades que integram politicamente o contexto. Os autores são de formação diversificada e têm em comum a luta por um Brasil plural e democrático. São eles: Ana Lúcia Pontes, Antonio Carlos de Souza Lima, Antonio Motta, Assis da Costa Oliveira, Bruno Pacheco de Oliveira, Camille Gouveia Castelo Branco Barata, Clarisse Callegari Jacques, Jane Felipe Beltrão, Katiane Silva, Laise Lopes Diniz, Luiza Garnelo, Mariah Torres Aleixo, Paula Mendes Lacerda, Rita de Cássia Melo Santos, Rodrigo de Magalhães Oliveira, Rosani de Fatima Fernandes, Rhuan Carlos dos Santos Lopes, Sully Sampaio, Thiago Lopes da Costa Oliveira, e William César Lopes Domingues.

O paradidático está atento às questões ambientais relacionada à região amazônica. Nesse sentido, divulgamos aqui o link de acesso do material completo. Clique aqui.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Diálogo interdisciplinar com a turma de Mestrado em Agriculturas Amazônicas



A convite do professor Fávio Barros, estivemos conversando nesta quarta-feira, 21 de junho, com a turma de mestrado em Agriculturas Amazônicas e Desenvolvimento Sustentável pertencente ao Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas e ao Núcleo de Ciências Agrárias e Desenvolvimento Rural - UFPA.

Na oportunidade, apresentei os resultado de minha pesquisa de doutoramento intitulada 'Ciclopes e profestas no Vale Amazônico: visões de natureza no tempo das demarcações (1750-1799). Apesar do desta para as representações de natureza no século XVIII, desenvolvemos uma reflexão considerando a relação da percepção sobre o mundo natural presente nos relatos de viagem Setecentistas e aquelas que fazem parte do imaginário atual, especialmente sobre a Amazônia.

Devo ainda ressaltar a importância e a riqueza dos diálogos interdisciplinares, pois os alunos da turma possuem distintas formações como cientistas sociais, antropólogos, engenheiros, historiadores geógrafos, entre outras áreas do conhecimento.