quarta-feira, 1 de março de 2017

Portela campeã 2017: carnaval, história e natureza

Hoje, após 33 anos de jejum, a Portela voltou a conquistar o título de campeã do carnaval carioca 2017. A agremiação foi muito feliz ao perceber as conexões entre as águas e a história da humanidade, transformando em poesia essa relação. A partir dos rios de água doce, a Escola contou a história das civilizações que se desenvolveram às margens dessas artérias de vida, destacando como as manifestações culturais e religiosas se apropriaram ao longo do tempo das águas como símbolos.

A Portela transformou a Avenida em um grande rio, que, por meio dela, passavam os personagens e acontecimento que construíram e constroem a história. Poeticamente,
os rios foram retratados como oráculos velhos e novos, que não pode retornar ao passado, mas que sem eles não é possível compreender a história da vida na Terra.

O enredo também considerou a íntima e profunda relação entre os humanos e as águas dos rios, ligados pelo corpo e pela alma. Foi explorado uma série de símbolos utilizados pelas mais diversas religiões e culturais que se remetem caminhos fluviais. Fez questão de lembrar do crime ambiental cometido pela Vale do Rio Doce em Mariana (Foto: Portal G1).

Muitas vezes a história, como disciplina, não considera o rio como um personagem protagonista ao construir a narrativa sobre o passado. Descuidados, muitas vezes os historiadores tratam as águas como cenários estáticos ao escreverem sobre o passado. A Portela mostrou o que é fazer história ambiental com arte, sem deixar de criticar os danos provocados pelos humanos às águas.

A história ambiental é isso: contar a história da humanidade considerando o mundo natural como uma janela indispensável para compreensão do passado. Com atenção e cuidado, podemos perceber que não é possível contarmos a história do Brasil sem falarmos dos rios, além de que estaremos valorizando esse elemento essencial para sobrevivência da nossa espécie, que, infelizmente tem sido agredido. "Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar "?

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

História Ambiental obrigatória na Índia

A história ambiental tem ocupado um lugar de destaque no ensino superior indiano. Caracterizada pelo debato interdisciplinar, a disciplina deve fazer parte do currículo em cursos de graduação e pós-graduação como , disse Vipul Singh, Professor Associado no departamento de História da Universidade de Delhi.

A compreensão que importantes nomes da educação indiana tem é de que a disciplina pode ajudar a lidar efetivamente com as questões relacionadas à  temas como as mudanças climáticas além de gerar emprego com foco na conservação.

Um plano do governo indiano é o de interligar os mais importantes rios daquele país, no entanto, a história ambiental nos permite conhecer que essa ação não é nova, ela remonta o século XIX, quando os agentes do governo já reconheciam os problemas ambientais que esse plano causaria.

Outra informação importante é o fato de que a história ambiental foi sugerida pelo Supremo Tribunal Federal para fazer parte das disciplinas obrigatórias no Ensino Superior. 

Fonte: www.thehindu.com

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

"Sem medo de Deus ou das Justiças": palestra profª Ângela Domingues

Informamos que no dia 13 de março, às 14 horas, no Auditório do IFCH, haverá a abertura do ano letivo do PPHIST com a realização da palestra intitulada "Sem medo de Deus ou das Justiças": os poderosos do sertão e o discurso colonial de Francisco Xavier de Mendonça Furtado para os indígenas do Grão-Pará (século XVIII), ministrada pela Profª. Drª. Ângela Vieira Domingues (Universidade de Lisboa). 



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

História Ambiental na ANPUH 2017: Simpósio Temáticos


ST 043 - História Ambiental: ciência, tecnologia e o mundo natural
Coordenadores:
Diogo de Carvalho Cabral (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Ely Bergo de Carvalho (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS)

ST 044 - História Ambiental: espaço, território e natureza Coordenadores: Eurípedes Funes (Pós Doutor - UFC), Dora Shellard Corrêa (Dou-tor ENS)
Dora Shellard Corrêa (ESNS), Eurípedes Antonio Funes (Universidade Federal do Ceará)

ST 045 - História Ambiental: o Antropoceno, desastres e biodiversidade
Coordenadores:
Eunice Sueli Nodari (Universidade Federal de Santa Catarina), Lise Fernanda Sedrez (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Para saber mais clique aqui

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

I Seminário Amazônico de História e Natureza


07 de dezembro (quarta-feira)

14:00 - Credenciamento
15:00 - 16:30  - Mesa 1
16:30 - 18:00 - Mesa 2
18:00 - Conferência de Abertura
Local: Campus Ananindeua - UFPA (Auditório da FAAM)
BR 316, KM 07, nº 590, Bairro Levilândia, Ananindeua-PA (em frente ao Instituto Evandro Chagas)

08 de dezembro (quinta-feira)

08:30 - 12:30 - Atividade de campo (atualizado)
Local: Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi
O ponto de encontro será na esquina da Travessa Nove de Janeiro com Avenina Magalhães Barata. 

09 de dezembro (sexta-feira)

08:30 - 10:00 - Mesa 3
10:00 - 11:30 - Mesa 4
11:30 - 12:30 -  Conferência de encerramento
Local: Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira ( Museu Paraense Emílio Goeldi)
A entrada será realizada pela portaria da Travessa Nove de Janeiro com Avenina Magalhães Barata. 

CONFERÊNCIAS E MESAS REDONDAS

Quarta-feira, 07 de dezembro
Prof. Dr. José Augusto Pádua
Título: Paisagens brasileiras na História do Antropoceno
Sexta-feira, 09 de dezembro
Profª Drª Maria de Fátima Costa
Título: Figurações de um rio: o Madeira em camadas de memória
***
MESAS REDONDAS
Quarta-feira, 07 de dezembro
15:00 - 16:30
MESA 1: AMAZÔNIA, HISTÓRIA E PAISAGENS
Prof. Dr. Aldrin Moura de Figueiredo (PPHIST/CMA/UFPA) 
Título: Um vapor do Mississipi na baía do Guajará: a abertura do Amazonas e a paisagem transnacional do Brasil no século XIX
Prof. Dr. Francivaldo Alves Nunes (PPHIST; FAHIS-Ananindeu/UFPA)
Título: Paisagens rurais na Amazônia Oitocentista: magia, espanto e admoestações
Prof. Dr. Wesley Oliveira Kettle (FAHIS-Ananindeua/UFPA)
Título: Paisagens do sertão como fronteira: relatos visuais da Amazônia setecentista

16:30 - 18:00
MESA 2: NATUREZA, PAISAGEM E MOVIMENTOS SOCIAIS
Prof. Dr. Eurípedes Funes (UFC)
Título: Trombetas, um rio no fio da navalha: terra de negros e conflitos socioambientais
Profª. Drª. Edilza Fontes (PPHIST/UFPA)
Título: A legislação agrária do Estado do Pará, a revolução de 30 e o Estado Novo: o debate sobre as terras devolutas, os castanhais e os seringais
Profª. Drª. Magda Ricci (PPHIST/UFPA) 
Título: Batalha dos sertões: as fronteiras enfrentadas pelos cabanos em suas lutas desiguais por liberdade e direitos no antigo Grão-Pará (1835-1840)

Sexta-feira, 09 de dezembro
08:30 - 10:00
MESA 3: FAUNA, PAISAGEM E EXPERIÊNCIA SENSORIAL
Prof. Dr. Mário Ferraro (UEG)
Título: História dos animais: a matança de aves silvestres para o aproveitamento comercial de suas penas (1860 -1914)
Prof. Dr. Diego Machado (UEPA)
Título: Esse "bípede miserável": o relato de Paul Marcoy sobre a exploração da tartaruga da Amazônia
Prof. Dr. Luis Otávio Airoza (FAHCTO/UFPA)
Título: Fauna e Sensorialidade na Amazônia Colonial de João Daniel 

10:00 - 11:30
MESA 4: NATUREZA, HISTÓRIA E CIÊNCIA: CONTRUINDO PAISAGENS
Prof. Me. Gabriel Pereira (IFRN; UFRJ)
Título: O fazer-se do Império brasileiro pelas águas de um rio: disputas pelo rio São Francisco entre 1848 e 1886
Profª. Drª. Leila Mourão (PPHIST/UFPA)
Título: Viagens científicas: o Brasil nas relações internacionais entre os séculos XVI e XVIII
Prof. Dr. Mauro Coelho (PPHIST/UFPA)

domingo, 20 de novembro de 2016

Seminário Amazônico de História e Natureza


O  Laboratório de História Ambiental (LABHAM/UFPA), tem a satisfação em convidar colegas pesquisadores a submeterem propostas de trabalho para o I Seminário Amazônico de História e Natureza. O evento acontecerá em Belém do Pará, entre os dias 07 e 09 de dezembro de 2016, na Universidade Federal do Pará /  campus universitário do Guamá. 

O Seminário abordará questões envolvendo a interação das sociedades humanas e o mundo natural. Interessa-nos discutir não apenas a Amazônia mas as mais diferentes  regiões da biosfera terrestre, em suas mais variadas temporalidades. O evento busca desenvolver um caráter interdisciplinar, portanto está aberto não apenas aos historiadores, mas  a pesquisadores de todas as áreas do conhecimento que investiguem a relação entre humanos e a Natureza. O idioma oficial deste seminário é o português, mas também aceitaremos trabalhos em espanhol. 


domingo, 6 de novembro de 2016

História ambiental no ENEM 2016

O debate sobre a relação entre as sociedade humanas e o mundo natural tem sido tema de muitas provas do Exame Nacional do Ensino Médio. A prova deste ano contou com o trecho de uma obra referência no campo da história ambiental. Trata-se de "Um sopro de destruição" de autoria do Prof. Dr. José Augusto Pádua (UFRJ).




Abordar sobre as visões humanas em relação ao mundo natural permite que os alunos reflitam não apenas sobre a história mas também que volte seu olhar para o debate sobre o meio ambiente, percebendo como essa discussão se desenvolveu ao longo do tempo.