segunda-feira, 3 de julho de 2017

A história italiana e os cítricos: o passado por meio do limoeiro



Helena Attlee, autora de 'El país donde florece el limonero', é uma importante pesquisadora de jardins. Ao longo de 10 anos Attlee reuniu documentos que a possibilitaram escrever uma história da Itália em uma perspectiva pouco convencional. 

Utilizando de um profundo conhecimento históricos, delicadeza e sendo de humor a autora destaca as origens dos cítricos, da gastronomia italiana, considerando a horticultura como uma arte e as receitas como fontes históricas. As cores, texturas, aromas, as descrições de paisagens são importantes para montar sua narrativa sobre a história da interação das sociedades que viveram na península itálica em relação ao mundo natural. A história da Itália por meio do limoeiro.

Um trecho da obra em http://www.acantilado.es/wp-content/uploads/el-pais-donde-florece-el-limonero-extracto.pdf 


domingo, 25 de junho de 2017

Amazônias em tempos contemporâneos: entre diversidade e adversidade

Amazônias em tempos contemporâneos: entre diversidades e adversidades é o título do livro lançado no dia 12 de junho, organizado pelas pesquisadoras Jane Felipe Beltrão e Paula Mendes Lacerda. 

A obra reuni autores que discutem a Amazônia brasileira, com base em seus trabalhos na região, expondo as diversidades que integram politicamente o contexto. Os autores são de formação diversificada e têm em comum a luta por um Brasil plural e democrático. São eles: Ana Lúcia Pontes, Antonio Carlos de Souza Lima, Antonio Motta, Assis da Costa Oliveira, Bruno Pacheco de Oliveira, Camille Gouveia Castelo Branco Barata, Clarisse Callegari Jacques, Jane Felipe Beltrão, Katiane Silva, Laise Lopes Diniz, Luiza Garnelo, Mariah Torres Aleixo, Paula Mendes Lacerda, Rita de Cássia Melo Santos, Rodrigo de Magalhães Oliveira, Rosani de Fatima Fernandes, Rhuan Carlos dos Santos Lopes, Sully Sampaio, Thiago Lopes da Costa Oliveira, e William César Lopes Domingues.

O paradidático está atento às questões ambientais relacionada à região amazônica. Nesse sentido, divulgamos aqui o link de acesso do material completo. Clique aqui.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Diálogo interdisciplinar com a turma de Mestrado em Agriculturas Amazônicas



A convite do professor Fávio Barros, estivemos conversando nesta quarta-feira, 21 de junho, com a turma de mestrado em Agriculturas Amazônicas e Desenvolvimento Sustentável pertencente ao Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas e ao Núcleo de Ciências Agrárias e Desenvolvimento Rural - UFPA.

Na oportunidade, apresentei os resultado de minha pesquisa de doutoramento intitulada 'Ciclopes e profestas no Vale Amazônico: visões de natureza no tempo das demarcações (1750-1799). Apesar do desta para as representações de natureza no século XVIII, desenvolvemos uma reflexão considerando a relação da percepção sobre o mundo natural presente nos relatos de viagem Setecentistas e aquelas que fazem parte do imaginário atual, especialmente sobre a Amazônia.

Devo ainda ressaltar a importância e a riqueza dos diálogos interdisciplinares, pois os alunos da turma possuem distintas formações como cientistas sociais, antropólogos, engenheiros, historiadores geógrafos, entre outras áreas do conhecimento. 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

terça-feira, 30 de maio de 2017

Colóquio Diálogos Ambientais

Ciência e meio ambiente: ensino, pesquisa e extensão no campus de Ananindeua



05 de junho de 2017
Auditória Marajoara - Campus Ananindeua - UFPA

09: 00 - Credenciamento
10:00 - Abertura

10:30 – 12:30 – Mesa-redonda 1
Tema: Ciência e práticas ambientais: experiências no ensino superior
Prof. Drª Kellen Heloizy Garcia Freitas (Faculdade de Química)
Profº Me. Enilson da Silva Souza (Faculdade de Geografia)
Prof. Me. Paulo Alves de Melo (Faculdade de Geoprocessamento)

14:00 – 16:00 – Mesa redonda 2
Tema: A perspectiva ambiental e o diálogo com a sociedade: relatos e aproximações
Prof. Dr. Wesley Oliveira Kettle (Faculdade de História)
Profº Dr. Marcelo Augusto Machado Vasconcelos (Faculdade de Geoprocessamento)
Paulo Martins (Técnico em agropecuária)

16:00 – 17:30 - Conferência
Prof. Drª Marilena Loureiro
Coordenadora Institucional do Programa de Iniciação à Docência/PIBID/UFPA. Coordenadora Institucional do Programa Laboratórios Interdisciplinares de Formação Docente da UFPA/LIFE/CAPES. Doutora em Desenvolvimento Sustentável no Trópico Úmido - NAEA –UFPA. É Professora Adjunto da Faculdade de Educação, do Instituto de Ciências da Educação - UFPA, onde coordena o Grupo de Pesquisa e Estudos em Educação, Cultura e Meio Ambiente - GEAM. É professora do Programa de Pós Graduação em Gestão dos Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia - PPGEDAM/Núcleo de Meio Ambiente/UFPA, e do Programa de Pós Graduação em Educação - PPGED, do Instituto de Ciências da Educação/UFPA.

Local: UFPA - Campus Ananindeua
Inscrições no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScBht-EioecVGSLhJzvyk7quHlGGO6xP--1MVU3NJNTvlHrMg/viewform?usp=form_confirm
Contato: dialogosufpa@gmail.com
Haverá certificação

quarta-feira, 1 de março de 2017

Portela campeã 2017: carnaval, história e natureza

Hoje, após 33 anos de jejum, a Portela voltou a conquistar o título de campeã do carnaval carioca 2017. A agremiação foi muito feliz ao perceber as conexões entre as águas e a história da humanidade, transformando em poesia essa relação. A partir dos rios de água doce, a Escola contou a história das civilizações que se desenvolveram às margens dessas artérias de vida, destacando como as manifestações culturais e religiosas se apropriaram ao longo do tempo das águas como símbolos.

A Portela transformou a Avenida em um grande rio, que, por meio dela, passavam os personagens e acontecimento que construíram e constroem a história. Poeticamente,
os rios foram retratados como oráculos velhos e novos, que não pode retornar ao passado, mas que sem eles não é possível compreender a história da vida na Terra.

O enredo também considerou a íntima e profunda relação entre os humanos e as águas dos rios, ligados pelo corpo e pela alma. Foi explorado uma série de símbolos utilizados pelas mais diversas religiões e culturais que se remetem caminhos fluviais. Fez questão de lembrar do crime ambiental cometido pela Vale do Rio Doce em Mariana (Foto: Portal G1).

Muitas vezes a história, como disciplina, não considera o rio como um personagem protagonista ao construir a narrativa sobre o passado. Descuidados, muitas vezes os historiadores tratam as águas como cenários estáticos ao escreverem sobre o passado. A Portela mostrou o que é fazer história ambiental com arte, sem deixar de criticar os danos provocados pelos humanos às águas.

A história ambiental é isso: contar a história da humanidade considerando o mundo natural como uma janela indispensável para compreensão do passado. Com atenção e cuidado, podemos perceber que não é possível contarmos a história do Brasil sem falarmos dos rios, além de que estaremos valorizando esse elemento essencial para sobrevivência da nossa espécie, que, infelizmente tem sido agredido. "Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar "?