sábado, 17 de março de 2018

Livro 'História ambiental, história indígena e relações socioambientais'





A diversidade temática dos estudos em História Ambiental no Brasil evidencia o crescente interesse e adesão de pesquisadores a este campo historiográfico em consolidação. Talvez essa riqueza temática esteja aliada ao fato de que os estudos históricos ambientais têm se mostrado cada vez mais interdisciplinares. É notória a participação de pesquisadores advindos de outros campos do conhecimento interessados na complexa, e cada vez mais estimulante, relação entre sociedade e Natureza no Brasil. Por isso, essa coletânea organizada por Carlos Alberto Batista Santos, Edson Hely Silva e Edivania Granja da Silva Oliveira, História Ambiental, História Indígena e relações socioambientais no Semiárido brasileiro é uma evidente prova evidente desse fenômeno (Prefácio do livro).
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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Novela 'Deus salve o Rei' e a questão ambiental

'Deus Salve o Rei' é a nova novela da Rede Globo que buscou ambientá-la na época medieval. Seus protagonistas encarnam personagens com referências da monarquia, plebeus, feiras medievais, colheitas, expedições e aldeias.

Novelas de época não são novidades. O que nos chamou atenção foi o fato de que em seu primeiro capítulo, o autor decidiu tratar de um assunto bastante interessante para nós: os recursos naturais e a história.

Os personagens se dividem entre dois reinos: Montemor, que possui minério de ferro; e Artena, que possui abundantes fontes de água. Os monarcas negociam a troca desses recursos naturais e a construção de aqueduto. O primeiro capítulo apresenta a inauguração do aqueduto e a preocupação da rainha em capitalizar politicamente com o evento, ganhando maior prestígio diante do povo. No entanto, a inauguração fracassa pelo fato de que o lago que abastecia o aqueduto havia secado. Isso dá a oportunidade de Artena negociar as condições para o fornecimento de água.

É muito interessante a sensibilidade do autor em desenvolver a trama considerando o aspecto ambiental como fato indispensável para compreendermos a história, relacionado às dimensões econômicas, diplomáticas, sociais e políticas de determinado grupo social. A questão da água parece ter sido uma excelente escolha para lembrar de um problema muito atual. Faço então a sugestão, ao escrever a história, não esquecer da perspectiva ambiental. 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Histórias de natal ou Quando foi que deixamos de ser animais

As festas de Natal têm sido muito bem aproveitadas pelo sistema capitalista para incentivar ainda mais o espírito consumista de cristão e não cristãos.  Entretanto, a narrativa bíblica nos permite pensar sobre questões históricas e teológica para além das comemorações em que o papai Noel erroneamente é o personagem principal. 

Falando em personagens, este post é pra chamar atenção aos moradores da estrebaria que participam da cena escrita nos Evangelhos. "E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura" Lucas 2:12. Temos aqui uma história que nos permite conhecer a vida vivida na Judéia, a criação de animais e o empréstimo da manjedoura para ser o berço do filho de Deus.

O estábulo é um lugar em que os outros animais dão à luz seus filhotes e a manjedoura é onde se deposita o alimento para as vacas, cavalos e outros bichos que ali repousam seguros dos perigos da noite. Parece que a história do Natal nos faz lembrar que nós, humanos, também somos animais que por nossa conta decidimos não mais nos considerarmos como tais, fato que trouxe mais prejuízos do que civilização


"Adoración de los pastores”,
Bartolomé Esteban Murillo, hacia 1650
Fonte: Museo del Prado

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

II SAHN: conferência de abertura com Nelson Papavero

O II Seminário Amazônico de História e Natureza iniciou no ultimo dia 05 de dezembro com a conferência "O resgate de nomes populares dos animais do Brasil – de 1511 aos Glossaria de Martius (1860, 1863)" proferida pelo professor Nelson Papavero (USP), um dos mais importantes zoólogos brasileiros. Os organizadores do Seminário destacam a importância desse tipo de discussão diante na Amazônia, ressaltando a necessidade de desenvolver pesquisas no âmbito da história que dialoguem com outros saberes, enriquecendo e ampliando o debate.

Prof. Nelson Papavero - conferência de abertura
Na platéia, alunos, professores de pesquisadores das mais diferentes áreas do conhecimento prestigiaram durante os três dias do evento discussões que pretenderam estabelecer percepções interdisciplinares sobre o tema do meio ambiente a partir da experiência relatada pelos naturalista Spix e Martius no século XIX. Todos atentos, acompanhamos uma brilhante conferência em que o prof. Papavero discutiu sobre a taxonomia ao longo do tempo, relacionando aspectos sociais e políticos que perpassam essa disciplina.

auditório Alexandre Rodrigues Ferreira

domingo, 8 de outubro de 2017

II Seminário Amazônico de História e Natureza: sobre as pegadas de Spix e Matius, 200 anos

O Grupo de Pesquisa em História e Natureza (GRHIN/UFPA) tem a satisfação de convidar a comunidade acadêmica para participar da segunda edição do Seminário Amazônico de História e Natureza (2º SAHN). O evento acontecerá entre os dias 05 e 07 de dezembro de 2017 no auditório Alexandre Rodrigues Ferreira que se localiza no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi. 
O 2º SAHN é uma realização do GRHIN que desenvolve seus trabalhos na UFPA - campus Ananindeua, com o apoio do Museu Paraense Emílio Goeldi. Nesta edição contamos com a parceria da Universidade Federal do Mato Grosso. 
O Seminário abordará questões envolvendo a atuação dos naturalistas Spix e Martius, em alusão aos 200 anos da Viagem ao Brasil. As palestras buscarão apresentar discussões interdisciplinares envolvendo o contexto histórico, linguístico, botânico entre outras áreas do conhecimento, permitindo-nos refletir sobre o século XIX no Brasil, com destaque para a Amazônia e a perspectiva ambiental. 

Para inscrições e informações clique aqui 

PROGRAMAÇÃO

05 de dezembro - Terça-feira
15:00h -  Abertura

15:30 - Conferência de Abertura
"O resgate de nomes populares dos animais do Brasil - de 1511 aos Glossaria de Martius (1860, 1863)"

Conferencista: Prof. Nelson Papavero. Zoólogo. Universidade de São Paulo - USP
Mediador: Prof. Pablo Diener - UFMT

06 de dezembro - quarta-feira

9:30 - 12:00
Mesa 1. Taxionomias: plantas, paisagens e línguas
Coordenação - Profa. Maria de Fátima Costa - UFMT

Participantes:
Prof. Sanderson Oliveira. Linguista, Universidade do Estado de Amazonas - UEA
"A contribuição linguística da expedição de Spix e Martius: uma primeira aproximação"

Prof. Ricardo de Souza Secco. Biólogo - Museu Paraense Emílio Goeldi.
"Plantas descritas por Martius, recoletadas na Amazônia brasileira: o acervo do Museu Goeldi"

Prof. Francivaldo Nunes. Historiador - UFPA.
"Entre lavoura errática e indicativos de moderna plantação: leituras de Spix e Martius sobre a paisagem rural amazônica"

12:00 - 14:30 - Almoço

06.12 - Quarta-feira - TARDE
14:00 - 17:00

Mesa 2. Nuances no olhar dos viajantes: entre prático e o científico
Coordenação:  Marcelo Dergan - UFPA

Participantes
Profa. Sidiana da Consolação Ferreira de Macêdo. Historiadora - UFPA
"As práticas de comer na Amazônia: um olhar a partir de Spix e Martius".

Profa. Maria de Fátima Costa: Historiadora - UFMT
"Entre as palavras e as imagens: as narrativas de Spix e Martius"

Profa. Helidacy Corrêa. Historiadora - UEMA
"O Olhar de von Martius para o Maranhão - notas de pesquisa"

17:00 - Lançamento de livros

07 de dezembro - quinta-feira

8:30 - 9:15
Visita guiada a herma de Spix e Martius nos jardins do Museus Goeldi.
Coordenação: Nelson Rodrigues Sanjad - Museu Goeldi

09:30 - 12:00
Mesa 3. Outras conexões para a viagem bávara
Coordenador: Prof. Mauro Cezar Coelho - UFPA

Participantes
Prof. Wesley Oliveira Kettle. Historiador - UFPA

"A Amazônia de Spix e Martius informada pelos demarcadores de limites"
Prof. Luiz Barros Montez. Linguísta - UFRJ

"Historiografia e intertextualiadade. Referências a Martius no espólio documental de Johann Baptist Natterer"

Prof. Pablo Diener. Historiador - UFMT
"Martius e Goethe: diálogos sobre a viagem ao Brasil"

Almoço - 12:00 às 14:00

07.12 - TARDE
14:00 - 15:30

Mesa 4 - Mundos amazônicos e descrições naturalistas: entre passado e presente
Coordenação - Prof. Francivaldo Nunes - UFPA

Prof. José Maia Bezerra Neto. Historiador, Universidade Federal do Pará - UFPA.
"Para além das florestas: o mundo rural amazônico através dos viajantes".

Prof. Narcísio Costa Bigio. Biólogo: Universidade Federal de Rondônia - UNIR.
"O legado de Martius para a Botânica do século XXI"

15h30-16h30

Conferência de encerramento

"A propósito de Carl Friedrich von Martius: questões historiográficas para pensar os viajantes"

Prof. Nelson Rodrigues Sanjad (MPEG) 

Mediador: Prof. Wesley Kettle - UFPA

INSCRIÇÕES

Preencha o formulário de inscrição clicando no link a seguir
ou
Envie email para  2017sahn@gmail.com  informando:
1. Nome
2. Instituição
3. Titulação
4. Tel
5. Informação de atendimento especial / deficiência 

O pagamento da inscrição será realizado no credenciamento do evento.
É indispensável a inscrição para a entrada na portaria do Museu Paraense Emílio Goeldi.
A entrada será realizada pela portaria do parque localizada na Travessa 09 de janeiro. Levar documento de identificação.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Entre Garças, Conchas e Tinta de Carajuru: história, arquitetura, arte ornamental e transculturação no Grão-Pará Setecentista


Dia 5 de outubro, quinta-feira, às 9h, na Igreja de Santo Alexandre (Museu de Arte Sacra) na cidade de Belém do Pará. Defesa de tese de doutorado de Domingos Sávio Oliveira, Entre Garças, Conchas e Tinta de Carajuru: história, arquitetura, arte ornamental e transculturação no Grão-Pará Setecentista. Banca examinadora: Aldrin Moura de Figueiredo (orientador), Luiz Freire (PPGAV-UFBA); Karl Arenz (FAHIS-UFPA), Elna Trindade (FAU-UFPA) e Agenor Sarraf (PPGH-UFPA). Todos convidados!

sábado, 26 de agosto de 2017

Jardim Botânico de Madri pt 01





Os jardins botânicos ao longo de todo o século XVIII alcançam um papel político muito importante no contexto europeu. Em visita ao jardim botânico de Madri, fizemos alguma imagens da exposição permanente que conta com iconografias que nos permitem pensar na dimensão ambiental do processo de expansão ultramarina ibérica.