segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

O primeiro parque ambiental de Ananindeua


Victória Emi Murakami Vidigal

A cidade de Ananindeua, segundo o site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem mais de 350 mil habitantes. A cidade é a mais habitada do estado do Pará, perdendo apenas para a capital, Belém. Para Eliane Bastos, a cidade é considerada uma cidade dormitório, contudo, a crescente urbanização e o aumento da população, houve a necessidade de criar espaços de lazer e turismo para o local. Eduardo Yázigi também defende que é preciso uma organização espacial para abranger todas as novas necessidades econômicas, sociais e culturais da cidade.

Viveiro da Vilma, 2017, Victória Vidigal
O Parque Antônio Danúbio Lourenço da Silva, localizado na BR-316, km 5, encontra-se em um espaço totalmente modificado e urbanizado, sua paisagem característica com arvoredo é notória no território. O Parque fora construído no governo do Helder Barbalho, quando era prefeito da cidade, e inaugurado no dia 01 de outubro de 2010 como o primeiro parque ambiental da cidade de Ananindeua, com o intuito de promover diversas atividades de lazer e pesquisa para os moradores.
No Parque encontramos diversos espaços, aquele que tem como forte característica do parque com a cidade é o bosque dos Ananins, a árvore Anani (Symphonia globulifera) foi a inspiração para o nome Ananindeua. O espaço traz atividades socioambientais, pesquisas e lazer para visitantes e estudantes. Abriga animais de pequeno porte e atividade visando à educação ambiental na sociedade de Ananindeua. O lago que se encontra no mesmo é nascente natural do Utinga, dos lagos Bolonha e Água Preta. O lugar fica aberto de segunda a sexta, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 8h às 12h.
Infelizmente o espaço encontra-se com poucos investimentos, a falta de acesso a certa parte da população acaba deixando o Parque no esquecimento. Segundo Pierre Nora, os espaços devem constituir memórias, sejam elas coletivas os individuais, essa construção da memória e identidade são alguns pontos importantes para a preservação do Parque, para fazê-lo em constante preservação e atuação. A LEI No. 2.154, De 08 de julho de 2005 traz essa preocupação e preservação com os espaços ambientais de Ananindeua, logo, é importante reconhecer os espaços da cidade e promover meios de interação da sociedade com o espaço através da administração e propaganda, assim como a população enxergar o Parque como um patrimônio de sua cidade e que abrange uma cultura e identidade da mesma e para todos. Para que isso ocorra, é interessante a participação mais ativa dos habitantes, de escolas e universidades e do governo, juntos, em promover, reconhecer e exaltar as atividades e preservação dentro do Parque Danúbio.

Fonte: Bosque dos Ananins no Parque Antônio Danúbio, maio de 2017, por Victória Emi Murakami Vidigal


Referências
BASTOS, Eliana Benassuly Bogéa. Diagnóstico do território da cidade: Ananindeua. In: A contribuição da cultura para o desenvolvimento do território: um olhar de Ananindeua, na região metropolitana de Belém, Pará. Dissertação de Mestrado em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia – Núcleo de Meio Ambiente, Universidade Federal do Pará, Belém, 2013, p. 27 – 35.
BRASIL, LEI No. 2.154, De 08 de julho de 2005. Dispõe sobre a política municipal de meio ambiente no município de Ananindeua e de outras providências.
IBGE. Estimativas de população dos municípios para 2019. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/25278-ibge-divulga-as-estimativas-da-populacao-dos-municipios-para-2019. Acesso em: 11 de outubro de 2019.
NORA, Pierre et al. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História: Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados de História, v. 10, 1993.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Painéis de História Ambiental no Congresso de Estudos Africanos


O 11º Congresso Ibérico de Estudos Africanos (CIEA11) vai realizar-se em Lisboa, nos dias 2 a 4 de julho de 2020, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O CIEA11 será organizado pelo Centro de História da Universidade de Lisboa (CH-ULisboa). O 11º CIEA adota como lema: Trânsitos Africanos no Mundo Global: História e Memórias, Heranças e Ino
vações.

Destacamos dois painéis com a temática ambiental:

39 - Nature and human societies in the African anthropocene
Authors Cecilia Veracini; Rui Miguel Moutinho Sá
Institutions CAPP - ISCSP Universidade de Lisboa; CAPP - ISCSP Universidade de Lisboa; CAPP - ISCSP
Universidade de Lisboa

41 – Nature, sea and climate. Environmental approaches to African history
Authors
Ana Cristina Roque; Cristina Brito
Institutions
CH-ULisboa. FLUL. Universidade de Lisboa; CHAM – Centro de Humanidades, NOVA FCSH

Para mais informações acessar https://ciea11.pt/