quinta-feira, 6 de março de 2014

A conquista continua: o oceanário de Lisboa

As relações entre os humanos e isso que podemos denominar de natureza produz uma série de reflexões. Ao visitarmos as instalações do Oceanário de Lisboa, não podemos deixar escapar a oportunidade de registrar o que isso nos fez pensar a respeito desse tema fascinante: a dominação da água.


A história de Portugal não pode ser entendida deixando de lado a relação que esta civilização estabeleceu com o mar. Ao meu ver, parece ser essa a chave para entender a importância dessa construção para nação portuguesa. Ao lado dos aquários encontramos versos alusivos ao mar, reflexões sobre os oceanos como lugar para ser conhecido pelos humanos.

A grandiosidade dos tanques onde encontramos os peixes e as aves parecem representar essa tradição ibérica em conquistar o além mar, em dominar o desconhecido dos oceanos, e agora, esses segredos não são mais os caminhos das índias e sim o desvendar dos organismos marinhos, a reprodução dos moradores das profundezas  do oceano.


 A domesticação da água e da natureza marinha parece explicar um pouco o Oceanário de Lisboa. Quis pensar convosco, caro leitor, como essas grandes construções estão carregadas de significado, e ao entendermos as relações que determinada sociedade estabeleceu ao longo do tempo com a natureza pode explicar muitas de suas ações.

Um comentário:

Anônimo disse...

"A história de Portugal não pode ser entendida deixando de lado a relação que esta civilização estabeleceu com o mar."
O mar, por séculos manteve domínio sobre Portugal, e ainda hoje, quando está de "mal humor", pode apresentar os temores antepassados.
O Oceanário de Lisboa, com muito custo, tenta apresentar, um pouco do medo que eles enfrentaram em séculos passados, e agora, tentam de forma positiva, dizer: "No mar não existiam monstros, como imaginávamos, existiam somente esses lindos peixinhos".

Jason Castro