sábado, 14 de julho de 2012

A natureza em Cândido Portinari


Na semana passada visitei a exposição "Seringal" no Centro Cultural Banco da Amazônia, com curadoria do prof. Dr. Aldrin Figueiredo. O post de hoje é sobre a percepção da natureza pelo artista Cândido Portinari.

Em 1957, Candido Portinari criou um mural para a nova sede que seria construída para o Banco de Crédito da Borracha, atual Banco da Amazônia. A obra, que nunca saiu do papel, hoje pertence ao Museu de Arte de Belém na forma de um raro estudo em óleo sobre cartão. A mostra, com a parceria da Fundação Cultural de Belém e do Museu de Arte de Belém, que gentilmente emprestou a obra, também cumpre divulgar uma das mais significativas coleções de arte da cidade.

O quadro acima, "seringueiros" de 1938, expressa o cotidiano dos trabalhadores da borracha, destaco o cachorro preto deitado enquanto os homens executam suas funções, o verde da floresta dá lugar ao cinza. No desenho de 1956, com mesmo título o verde também aparece com timidez.

O cachorro retorna outra vez em "Borracha" de 1938, um desenho a carvão que registra pouca vegetação, a borracha e os pés do trabalhador. O cachorro poderia ser o mesmo cão preto da obra acima. Portinari tem a sensibilidade de registrar essa relação dos seres humanos, cães e a floresta.

O verde exuberante invade o pincel de Portinari na principal obra da exposição. Estamos falando do mural criado em 1957 pelo artista. Animais como o tamanduá, japiins e tucanos dão vida selvagem a obra, o cavalo leva o dono do seringal.


"A floresta" de 1938, também evidencia a percepção sobre o meio ambiente de Portinari. Uma interessante organização das árvores me chamou atenção nesta obra, bem como a direção em que os animais correm. Um arara se destacando pela sua coloração vermelha e uma vegetação semelhantes aquelas dos desenhos que apresentamos acima.

Por fim, o painel à óleo "Floresta Amazônica (1938), em que quarto animais são representados: a anta, a cutia, o tucano e o tamanduá bandeira.. João Candido Portinari fazia parte do conselho curador da Fundação RIOZOO que a presenteou a RIOZOO com uma réplica desta obra. A obra original foi uma encomenda de Odilon Ribeiro Coutinho. A floresta aparece mais uma vez bastante organizada, e os animais são os protagonistas da obra.


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